Campeche tem...
Um nome, que alguns dizem, foi dado pelo criador de um principezinho, o aviador francês Antoine de Saint-Exupéry que desceu de uma aeronave e lá aportou, e ao se referir ao bairro dizia que era um “Campo de Pesca” ou “Champ et Pêche”. Os ouvidos dos manezinhos acostumados ao ritmo rápido de suas falas, claro, apelidaram “campeche”. Outros dizem que é o nome de uma planta que tinha em abundância na ilha em frente à sua praia. Por uma ou outra razão dada a este nome, não importa, importa que aqui seja nome de bairro, no México é nome de uma cidade e quem mora no Campeche, de lá não quer sair. Aliás, se deslocar do Campeche ao centro se tornou um suplício. Está tão perto do centro que estimulou a muitos fixar suas residências, mas as ruas e avenidas engarrafadas nos fazem sentir que este mesmo centro parece ficar tão distante e que cada motorista pensa “que bom seria estar em um helicóptero”, afinal Campeche já teve o primeiro aeroporto de santa Catarina.
Campeche tem um mar gelado e bravio que faz os pais dizerem às suas crianças “não entre no mar sozinho”, e este mesmo mar faz a alegria dos pescadores e dos surfistas. Ora alegria de um, ora tristeza de outro. No inverno o mar é das tainhas e olheiros atentos buscam os cardumes, hora dos surfistas debandarem. Engana-se o turista que pensa que o olheiro é simplesmente um homem agachado que nada tem a fazer, senão contempla o mar.
Campeche tem o Bar do Seu Chico, o Bar do Zeca, o Cadico, a Dona Benta e o Laurindo, a academia do Tarcísio, o restaurante da Claudinha, seja Bem-vindo às compras, queres natural, vá ao Casarão e se queres ver a lua nascer linda, coma um camarão ao Surfoco´s. Tem também uma praia que é um riozinho. Tem rádio e tem o Bloco do “Onodi” ou o “Jadi”. Tem manezinho puxando o boi por uma corda, como se fosse um cão a passear. E tem os engravatados que entram no monumento com as colunas da maçonaria.
Campeche começa a se erguer na vertical, aonde quer chegar? Para chegar aos céus, estão indo até o inferno para bombear água do seu lençol freático. Estes prédios estão tirando a visão maravilhosa dos moradores e dos caminhos que levam até o mar.
Campeche ainda tem uma areia branquinha para caminhar e tem um vento uivando e frio avisando que o vento “sule” chegou para ficar três dias. E o morador que sente este vento foi batizado e como uma mandinga, seu coração se vê preso a esta paisagem e esta gente e mais que três dias para ficar, quer viver uma vida por lá!

Nenhum comentário:
Postar um comentário