quinta-feira, 23 de junho de 2011

Gênero Exposição Oral - Zulma Neves de Amorim Borges



Universidade Federal de Santa Catarina
Pró-Reitoria de Recursos Humanos
Curso: Leitura Crítica e Produção Textual



Roteiro da apresentação: Xilogravura

Introdução: um minuto. 

  •  Bom-dia a todos! Meu nome é Zulma.
  • Vou falar sobre uma técnica de expressão artística que é a xilogravura. Direi do que se trata, explicarei as características da técnica e darei exemplos.
  • Existem outros tipos de gravura, como a gravura em metal e a litografia. A xilogravura é a mais antiga das técnicas de gravura. Seu início data do século XV. A gravura em metal é do Renascimento, e a litografia data do século XVIII.


Desenvolvimento: três minutos

  • A principal característica da gravura é a sua reprodutibilidade. De uma matriz podem-se produzir muitas cópias. A matriz é considerada o original do trabalho, mas cada cópia é única, também considerada original. O artista determina quantas cópias ele deseja fazer na impressão. Isso se chama edição.
  • Como o nome indica, a matriz da xilogravura é a madeira, cuja dimensão é decidida pelo artista, conforme o trabalho que pretende realizar. As gravuras de cordel, por exemplo, na sua maioria, têm dimensão pequena. Já as de Maria Bonomi, grande artista gravadora, as matrizes são muito grandes – um, dois metros. Em arte fala-se em centímetros.
  • Como se faz uma matriz?  O artista escava na madeira as formas, o desenho que deseja imprimir (desenhou antes, ou não, conforme a intenção). Para isso, usa ferramentas apropriadas chamadas goivas, pequenos formões bem afiados para facilitar o corte.
  • Pronta a matriz, ela é entintada. Espalha-se a tinta sobre uma mesa, com auxílio de um rolo. Passa-se o rolo na tinta e rola-se sobre a matriz, com movimentos firmes e uniformes. A prática vai dizer quando essa entintagem está adequada, no ponto. A seguir, leva-se a matriz à prensa, uma prensa de rolo. Abaixo o registro, depois a matriz e, finalmente, o papel. Rola-se a prensa. A imagem pode ser impressa também com o auxílio de uma colher ou de um objeto, que se chama barém. Nesse caso, dispensa-se a prensa. Deve-se entintar a matriz a cada impressão.   
  • Chega então o momento de grande ansiedade ou surpresa, o momento de levantar o papel, gesto este que deve ser feito com delicadeza e vagarosamente. Ao ver a qualidade da impressão, o artista decide se vai continuar trabalhando na matriz ou se já a considera pronta. Dificilmente uma primeira impressão é definitiva. Às vezes uma matriz passa por diversas provas de estado (PE), até receber o aval do autor. Isso acontece geralmente na gravura em metal e na litografia. Na xilo a decisão é mais rápida, porque a madeira não permite muitos retoques.
  • Uma vez estando boa a impressão, o artista passa a fazer a edição da gravura, que pode ser de 10, 20, 30 exemplares, ou mais, cada um deles numerado e assinado. Da edição, o autor imprime 10% do total para si; essas cópias são chamadas provas do artista (PA).
  • Voltando à matriz da xilo, a parte escavada, isto é, as reentrâncias, os sulcos, é que vão permitir o branco do papel. A parte em relevo é a que recebe tinta, é o desenho impresso. Na xilogravura geralmente a tinta de impressão é na cor preta, mas existem gravuras a cores também. Deve-se usar um papel de boa qualidade.
  • A grande produção atual de xilogravura no Brasil ocorre no Nordeste, como ilustração da literatura de cordel. Essas pequenas histórias são enriquecidas com as ilustrações de grandes gravadores.
  • Como grande gravador ou gravurista em xilogravura, cito José Francisco Borges, pernambucano, também autor de textos. Suas gravuras há muito superaram o caráter ilustrativo para terem valor também como arte, independente do texto, sendo procuradas por colecionadores de toda parte. Borges é conhecido mundialmente, é artista premiado, convidado para palestras e cursos.
  • Houve um encontro com Borges e Eduardo Galeano. Desse encontro surgiu o livro “Palavras andantes”, textos de Galeano e gravuras de Borges. Recomendo a leitura e apreciação.

Conclusão: 1 minuto 

  • Para concluir, apresento o livro “Palavras andantes” (mostro o exemplar) e gravuras de Borges (no Power Point).
  • Estou disponível para perguntas.
  • Obrigada pela atenção!

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